Vacinação e gravidez é um assunto que você encontra muito por aqui. Por que? Porque é um assunto sério, desses de utilidade pública. E uma dúvida muito comum desde que começou o isolamento social é sobre Vacina de Covid-19 em grávidas e lactantes.

Nossa colunista, a Dra. Maria do Carmo, esclarece dúvidas sobre esse tema. Confira!

Vacina de Covid-19 em grávidas e lactantes

Há algumas semanas a Anvisa aprovou as vacinas contra a Covid-19 em caráter emergencial para grupos prioritários no Brasil. Além de muita comemoração, a novidade também trouxe dúvidas e têm deixado algumas futuras mamães apreensivas, mas afinal, gestantes devem ser imunizadas?

Sabe-se que até o momento nenhum desses imunizantes foi testado em gestantes e lactantes, portanto não há dados concretos sobre segurança e riscos. No entanto, tanto a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) como a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) reforçam que “a segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas nestes grupos, mas testes em animais não demonstraram risco de malformações”.

Ambas as vacinas não são capazes de deflagrar a doença, e portanto podem até ser mais seguras, se comparadas com a da Influenza, por exemplo, recomendada para gestantes, que é de vírus atenuado. É importante ressaltar, que as Sociedades Médicas reforçam que a decisão de tomar ou não a vacina compete à gestante e ao seu médico, que devem analisar cada caso individualmente, respondendo questões como o risco que a futura mãe está exposta atualmente, presença de comorbidades que possam piorar a manifestação do vírus, entre outros fatores, o mesmo vale para as lactantes.

Leia também: vacinas na gravidez – quais a gestante precisa tomar

No início da pandemia, as gestantes não foram consideradas grupo de risco, já que a taxa de mortalidade desse grupo é igual aos outros. Posteriormente o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos reavaliou a questão e viu que apesar da taxa de mortalidade ser aproximada, as chances de as gestantes, mesmo as de menor risco evoluírem para quadros mais graves, envolvendo UTI e entubação, eram maiores, isso foi revisto e hoje se fala em incluir gestantes e lactantes nos grupos prioritários.

Sabemos também que a Covid-19 pode aumentar o risco de prematuridade, o que também eleva as chances de um desfecho arriscado para mãe e bebê. Já as gestantes com comorbidades relacionadas a um pior prognóstico de coronavírus, como diabetes, hipertensão e obesidade, precisam tomar cuidado redobrado. Até o momento a transmissão vertical, da mãe para o feto é uma incerteza. Os casos suspeitos relatados são bem raros e novos estudos serão necessários para descartar ou comprovar a transmissão materno-fetal. O mais importante é continuar com as medidas de proteção contra o vírus e evitar aglomerações, usar máscara de proteção e higienizar bem as mãos.

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