Uma vacina totalmente brasileira contra a Covid-19 pode estar mais perto do que imaginávamos. Pesquisadores do CT-Vacinas (Centro de Tecnologia em Vacinas) da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) finalizaram a primeira fase dos testes de um imunizante, e a vacina brasileira pode ficar pronta em um ano.

Os estudos dos pesquisadores da UFMG agora entram na segunda etapa dos testes, que agora analisará o desempenho do imunizante em humanos. A expectativa é que os estudos durem entre 12 e 14 meses até a vacina poder ser analisada e aprovada por órgãos de saúde, iniciando assim a produção e distribuição para a população.

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A vacina dos pesquisadores da UFMG ainda não tem um nome, mas a coordenadora do CT-Vacinas, Ana Paula Fernandes, garante que o imunizante tem uma grande vantagem em relação aos produzidos pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro: os insumos necessários para a sua fabricação são todos produzidos no Brasil.

Vacina brasileira depende de recursos

A notícia dos avanços dos estudos para a produção de uma vacina com tecnologia nacional é ótima, mas tudo pode acabar sendo em vão caso o CT-Vacinas não tenha os fundos necessários para a continuidade das pesquisas.

Vacina brasileira pode ficar pronta em até um ano. Foto: Photocarioca/Shutterstock

O maior problema é quando os recursos chegarão aos institutos responsáveis pelo estudo: sem entraves e com tudo ocorrendo como o planejado, o calendário de 12 a 14 meses pode ser mantido. Mas qualquer interrupção pode atrasar a vacina brasileira.

De acordo com Ana Paula Fernandes, a nova etapa da pesquisa, envolvendo testes clínicos em humanos, precisa de R$ 300 milhões para ser levado adiante. Uma das fases seguintes pode precisar de mais de R$ 100 milhões. A cientistas, porém, garante que, apesar de parecer muito, o investimento é menor do que o feito para transferência de tecnologia estrangeira, como em outros imunizantes.

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Via: UOL





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