Uma seguidora me pediu para falar sobre laringomalácia. Como não sou especialista no assunto, pedi para que uma de nossas colunistas, a pediatra Lígia Machado, abordasse o tema aqui no blog. Confira!

O que é laringomalácia e por que acontece?

*Por Lígia Machado – alergista e imunologista pediatra

A laringomalácia é um problema congênito, transitório e autolimitado, resultante da imaturidade e da flacidez das cartilagens laríngeas, estrutura posicionada abaixo da base da língua, que não mantêm uma base rígida para estruturas glóticas e subglóticas durante a inspiração.

O barulho causado pela respiração, chamado de estridor inspiratório pode estar presente desde o nascimento, mas é mais comum surgir entre o 1º e 2º mês de vida do bebê e pode piorar conforme o bebê chora ou se agita. Essa condição faz com que a cartilagem laríngea caia na via aérea ao respirar. Isso pode causar um bloqueio parcial das vias aéreas, levando a respiração ruidosa, especialmente quando a criança está deitada de costas.

A doença pode ser diagnosticada como leve, moderada ou grave, sendo que a maioria dos lactentes nascidos com laringomalácia têm tipos leves ou moderados. Os principal sintoma, como já descritos neste artigo inicialmente, é o som agudo ouvido quando o bebê inala, chamadl estridor. Para uma criança com laringomalácia, o estridor pode ser óbvio logo no nascimento. Os bebês também podem apresentar retrações ao redor do pescoço ou tórax ao inalar.

Quando acontece?

Esta condição é mais comum quando está associada ao refluxo gastroesofágico, quando o ácido digestivo sobe do estômago para o esôfago causando dor. Esta patologia pode causar sofrimento considerável a uma criança pequena, pois a sensação é ardente e irritante, podendo levar a criança a regurgitar, vomitar e a ter dificuldade para ganhar peso. Outros sintomas mais graves também incluem: dificuldades para engolir, presença de liquido no pulmão, pausas respiratórias e cianose, condição que deixa a pele em tom azulado, em decorrências dos baixos níveis de oxigênio no sangue.

Não está exatamente claro por que algumas crianças desenvolvem laringomalácia. Este desenvolvimento anormal da cartilagem da laringe ou de qualquer outra parte da caixa de voz, também pode ser o resultado de um distúrbio neurológico que afeta os nervos das cordas vocais, mas a causa mais comum é em função de fatores genéticos e hereditários como disgenesia gonadal e síndrome de Costello. No entanto, os membros da família que têm uma síndrome particular não têm necessariamente os mesmos sintomas, nem todos têm laringomalácia.

Qual é o tratamento?

O tratamento geralmente evolui com resolução espontânea entre 1 ano e 1 ano e meio de vida. Nos casos mais graves associados ao desconforto respiratório, dificuldade de deglutição e apneia do sono que não melhoram espontaneamente com crescimento, é indicada a laringoscopia para investigar diagnósticos diferenciais como malformações congênitas, hemangiomas, cistos, estenoses, sequela de traumatismos e paralisia de cordas vocais. Em alguns casos, os sinais e sintomas se dissipam, mas a patologia pode persistir na infância e na idade adulta. Nesses casos, os sintomas podem recorrer com exercício ou com infecções virais.

Em outros casos, quando a laringomalácia passa a causar problemas de alimentação que estão impedindo o ganho de peso ou se ocorrer cianose, a cirurgia pode ser necessária.

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