A busca por um tratamento eficaz em prevenir complicações da Covid-19 segue infrutífero. Nesta quinta-feira (4), um novo estudo não demonstrou qualquer diferença entre pacientes tratados com ivermectina e outro grupo, que recebeu apenas um placebo sem qualquer ação contra a doença.

O estudo, publicado na revista científica Journal of the American Medical Association, foi conduzido na Colômbia com 400 pacientes em idade mediana de 37 anos, com 398 concluindo o tratamento. A metade desse grupo recebeu a ivermectina por 5 dias, e os demais foram tratados com placebo. Não houve diferença relevante nos resultados do tratamento entre os dois grupos.

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No braço que recebeu a ivermectina, o tempo médio para resolução dos sintomas foi de 10 dias, enquanto entre quem não recebeu o medicamento, o tempo médio foi de 12 dias. Ao fim de 21 dias, 82% dos voluntários no grupo do medicamento já tinham seus sintomas resolvidos, contra 79% no grupo placebo.

Os cientistas buscavam entender justamente se a ivermectina acelerava a recuperação dos pacientes, ajudando a interromper a replicação viral nos primeiros estágios da doença. Por este motivo, o estudo buscou medicar os participantes logo nos primeiros dias da infecção.

Os autores apresentam a conclusão de que o tratamento com ivermectina por cinco dias não se justifica contra Covid-19, já que não trouxe uma melhora significativa no tempo necessário para os pacientes melhorarem. No entanto, eles admitem que mais trabalhos de maior escala podem ser necessários para entender os efeitos do medicamento em outros desfechos importantes.

A informação é importante especialmente diante do amplo uso do medicamento no mundo, incluindo no Brasil, para tentar conter a infecção de Covid-19. Por aqui, a droga chegou a entrar no “kit Covid”, que era recomendado para o “tratamento precoce” da doença, e era parte do coquetel recomendado pelo aplicativo do Ministério da Saúde, o TrateCov, feito para orientar as recomendações médicas.

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