A Europol, agência de polícia europeia, revelou que oito homens foram presos no Reino Unido e outros dois em Malta e na Bélgica por hackearem celebridades americanas. Eles invadiam seus celulares e roubaram mais de US$ 100 milhões em criptomoedas. O esquema criminoso operava assumindo o controle do telefone do usuário e transferindo os números dos cartões SIM das vítimas para chips controlados pelos golpistas.

Hackers roubam linhas telefônicas (Imagem: Stock Catalog/Flickr)

Hackers roubam linhas telefônicas (Imagem: Stock Catalog/Flickr)

Detidos faziam parte de organização maior

Os homens detidos tem de 18 a 26 anos e fazem parte de uma gangue maior que começou a ser descoberta em Malta e na Bélgica. Estima-se que o grupo seja composto por 12 pessoas, com 10 delas em custódia das autoridades europeias. Eles começaram a roubar números principalmente de figuras públicas americanas de alto perfil, então acessavam seus aplicativos financeiros e trocavam as senhas. As vítimas variavam de músicos a atores e seus familiares. Os criminosos, além de roubar as linhas telefônicas, também sequestravam as contas de mídias sociais dos alvos.

Como ocorriam as invasões

O processo ocorria da seguinte maneira: hackers invadiam os cartões SIM dos alvos e assumiam o controle do número de telefone. O chip físico da vítima era desativado e os dados eram transferidos para outro cartão em posse dos criminosos. As autoridades suspeitam que o esquema operava com a ajuda de alguém de dentro das operadoras telefônicas das contas invadidas.

Uma investigação multilateral e abrangente foi realizada com agentes da Europol, da Agência Nacional de Crimes do Reino Unido, do Serviço Secreto americano, do FBI e do Ministério Público de Santa Clara, na Califórnia. Os esforços internacionais revelaram a rede criminosa e resultaram em oito detidos no Reino Unidos além de outras prisões de uma pessoa em Malta e de outra na Bélgica. Assim, 10 fraudadores já foram detidos, e presume-se que ainda existam dois foragidos.

Presos deverão responder às acusações nos EUA

Paul Creffield, chefe de operações da Unidade Nacional de Crime Cibernético, afirmou em comunicado: “Além de causar muita angústia e perturbação, sabemos que a rede criminosa roubou grandes quantias de suas vítimas, tanto de suas contas bancárias quanto de carteiras de bitcoin”.

Os presos enfrentam agora os devidos processos judiciais. Eles são acusados por fraude e lavagem de dinheiro de acordo com a lei dos Estados Unidos de Uso Indevido de Computadores. Os detidos deverão ser extraditados para responderem às acusações em solo americano.

Com informações: engadget



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