O post de hoje é um assunto sério que nem todo mundo conhece: aderência pélvica. O surgimento de aderências é muito comum em pessoas que realizaram algum tipo de cirurgia. E segundo dados da Organização Mundia da Saúde, cerca de 14% das mulheres brasileiras sofrem com este problema.

Para explicar o que é aderência pélvica, nosso colunista Alfonso Araújo,  ginecologista e obstetra, escreveu um texto explicando tudo. Confira!

Você sabe o que é Aderência Pélvica?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 14% das mulheres brasileiras sofrem com o problema

Alguns problemas que podem estar diretamente relacionados com a infertilidade feminina não são de conhecimento de todos. Um deles é a aderência pélvica, que apresenta sintomas parecidos com quadros de endometriose, por isso, é importante ir ao médico e buscar um diagnóstico correto. Mas afinal, o que é a aderência pélvica? A aderência é uma faixa de tecido cicatricial que se forma na pélvis e faz com que os órgãos fiquem juntos.

Essa doença pouco conhecida, e facilmente confundida com a endometriose, ocorre em mulheres que foram submetidas a cirurgias na região da pélvis. As dores causadas são de um alto grau e pode ocasionar a infertilidade. Então, se você passou por alguma cirurgia na região da pélvica, entre elas, parto cesariana, curetagem, histerectomia, cirurgia dos ovários e cirurgia reconstrutiva das trompas, e sente dores intensas, fique atenta! Uma lesão nessa área pode causar aderência pélvica.

Entre os sintomas mais comuns desse quadro, estão dores pélvicas que, apesar de ser um sintoma comum entre as mulheres, a aderência causa dores pélvicas súbitas e de grande intensidade, causadas pelo ligamento dos órgãos, por isso as atividades mais simples podem gerar dores agudas. Outro sintoma é dor durante as relações sexuais, também conhecido como dispareunia e infertilidade, uma vez que as aderências entre os ovários podem bloquear a passagem dos óvulos, causando assim a infertilidade nas mulheres.

Leia também: o que é síndrome de ovários policísticos (SOP)

Para diagnosticar a aderência pélvica, é preciso realizar exame por meio de videolaparoscopia, ou seja, um procedimento mais invasivo. Durante o processo, se for encontrada alguma aderência pélvica, o médico poderá retirá-lo. O procedimento dura em torno de 2 horas e o período de recuperação é de, em média, 8 dias. Grande parte das aderências pélvicas costumam se desfazer sozinhas, mas há casos que só com a ajuda de profissionais médicos há uma solução para o problema.

Vale ressaltar que, em 80% dos casos, há um retorno da aderência, sendo assim, é importante que o paciente tome medidas de prevenção para que não ocorra novamente. As aderências pélvicas, possuem sintomas similares a de outras doenças, mas é importante que em qualquer sinal de dor a mulher busque orientação de um profissional, principalmente após a realização de alguma cirurgia na região. Alguns sintomas podem aparecer logo após a realização da cirurgia, e outros demorar mais algum tempo.

É preciso estar atenta aos sinais que o corpo apresenta e, mesmo que a mulher não tenha realizado nenhuma cirurgia, mas desconfia de uma aderência pélvica, por alguma lesão, é preciso procurar por um médico e investigar a causa do problema.

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